Ao descobrir, antes do casamento, que estava sendo traída, Tang Li, para escapar de ser obrigada a se casar com um magnata do carvão já bem idoso, escolheu especialmente um doente frágil para um casam
— Vou te dar cinco minutos. Pense direito e a gente já formaliza o casamento.
No Café Blues de Hai, no canto mais ao fundo, junto à janela, Tang Li mal tinha encostado o traseiro na beirada do banco quando ouviu uma voz grave soar do outro lado.
Ela afastou o buquê de girassóis que estava à sua frente, sinal combinado para o encontro, e seguiu o veado escuro da mesa de madeira até pousar os olhos no homem sentado diante dela.
Era um rosto frio e elegante, com um nariz alto e uma armação de metal dourado sobre o dorso reto, transmitindo uma aura que, de algum modo, misturava refinamento e perversidade.
— Já se cansou de olhar? — A voz, fria como lâmina, voltou a soar quando Tang Li ainda se perdia na contemplação daquele rosto.
— Você tem mais três minutos para decidir.
— Pode ser! — Ela assentiu depressa, sem hesitar nem por um segundo.
Comparado ao empresário do carvão, quase sexagenário, viúvo de duas esposas, que a mãe queria enfiar-lhe como novo marido, o homem à sua frente era, sem dúvida, uma escolha muito melhor.
Além disso, ele ainda era o melhor amigo do irmão da sua melhor amiga; a qualidade, em tese, deveria estar garantida.
— Só que, antes disso, posso fazer duas perguntas? — Tang Li ergueu cautelosamente dois dedos.
Os dedos longos e bem delineados empurraram levemente os óculos. Lu Siyan lhe lançou um olhar de concordância.
Recebido o sinal, Tang Li puxou o banco um pouco mais para a frente.
— Primeiro, quero perguntar: por que o senhor está tão apressado para formalizar o casamento...<