Um mundo repleto de regiões misteriosas exalando ares desconhecidos, habilidades extraordinárias moldadas pelas personalidades mais singulares, ameaças enigmáticas vindas de além deste mundo, e artefa
“Finalmente...”
No silêncio e na penumbra do quarto, Moyou baixou o olhar para a palma da mão, onde o brilho suave se refletia em suas pupilas negras.
Uma tênue luz branca flutuava sobre sua mão, instável, pulsante.
Essa luz, nada mais era do que a energia vital que naturalmente se esvai do corpo humano — o que também pode ser chamado de “Qi”.
A maioria das pessoas dificilmente percebe a existência do Qi; por isso, deixam-no dissipar-se sem resistência.
Perceber o Qi, liberá-lo, retê-lo —
Esse processo nunca foi tarefa fácil.
Moyou avançou às cegas, como quem tateia pedras para cruzar o rio; levou um ano inteiro até que conseguisse controlar, ainda que precariamente, o Qi.
Esse estágio representava a travessia formal do limiar chamado “Nen”.
Todavia, mais do que esse primeiro passo, significativo em si, o que realmente lhe alegrava era—
“Dominar ‘En’ era esperado; o crucial é... finalmente harmonizei minha alma.”
Moyou soltou lentamente o ar dos pulmões, sentindo uma súbita complexidade de emoções, murmurando: “Já faz um ano... como o tempo passa depressa...”
Um ano atrás, ele voltava de carro para a terra natal.
Ao atravessar um túnel na rodovia, deparou-se com uma névoa espessa e opaca, de visibilidade quase nula.
Reagiu com agilidade, tocou levemente o freio e acendeu os faróis de neblina.
Mas, no instante em que carro e condutor adentraram a nuvem, seu mundo girou vertiginosamente; ao recuperar a consciência, sua alma já habitava este corpo chamado Isaac Moyou.
Junto disso, fragmentos dis