Os sete príncipes imperiais; com quem ela se casasse, esse se tornaria o príncipe herdeiro. Na vida passada, Jiang Fengqing era neta do grande general Bai Ke, famoso por suas grandes façanhas militar
Nas profundezas do palácio do Reino do Norte.
Duas correntes de ferro atravessavam as clavículas de Jiang Fengqing, cravando-a com brutalidade na parede. O sangue seco, lavado pela chuva, escorria sobre o ventre alto, tingindo-lhe o corpo inteiro de vermelho. Os cabelos desgrenhados, colados ao rosto pela água ensanguentada, já não deixavam ver traço algum de sua antiga aparência.
A chuva estalava sobre as telhas. Na abafada e enlameada morada das servas do palácio, um fedor nauseante se espalhava pelo ar. Alguns ratos, arrastando longas caudas cobertas de lama, correram até as pernas apodrecidas e fétidas de Jiang Fengqing, farejando-as; estavam prestes a morder quando os passos súbitos vindos de fora os assustaram e puseram em fuga.
Com um rangido, a porta de madeira se abriu. O cheiro úmido de lama dissipou um pouco a podridão do aposento. Uma serva entrou, ajoelhou-se e limpou com extremo cuidado a cadeira já impecavelmente limpa no quarto, passando também o pano pelo chão ao redor. Só então recuou para o lado e disse com toda a reverência à entrada:
— Consorte Imperial, a criada já a deixou limpa.
— Quantos dias fazem hoje?
A mulher vestida com um longo traje de fênix tecido a fio de ouro, e com uma presilha de pérolas de oito tesouros na cabeça, apoiou uma mão na cintura e, com a ajuda da criada, sentou-se preguiçosamente na única cadeira limpa do quarto.
Mas seus olhos fitavam sem piscar a mulher pendurada na parede, e neles havia apenas ódio.
A serva atrás dela logo respondeu, de modo bajulador:
— Respondendo