Casamento militar + renascimento. Ning Yuan renasce e volta aos anos setenta. Desta vez, ela não será mais a boa moça reprimida e deprimida até a morte. Vai esmagar os canalhas, entrar na universidad
Na casa em ruínas, o homem apertava o cinto enquanto dizia, num tom indiferente: “Pense bem. Vamos pedir a certidão de casamento, ou fingimos que nada aconteceu.”
Ning Yuan tremia, agarrada a um cobertor roto, deitada numa cama também miserável, enquanto massageava a nuca com uma das mãos.
Suas roupas tinham sido arrancadas; a pancada na parte de trás da cabeça ainda doía sem parar, deixando-a tonta e atordoada.
E o homem à frente da cama, com o tronco forte e nu, ombros largos e cintura estreita, tinha a pele tão alva sob a luz sombria que chegava a doer aos olhos.
Ning Yuan sentia o mundo rodar, sem saber se era por causa da dor de cabeça ou porque aquela cena a tinha chocado de verdade.
Instintivamente, deixou escapar: “Nós não fizemos nada…”
Ela fora nocauteada e despida, jogada na casa dele; ele também fora embriagado com vinho misturado a um remédio de uso veterinário e arremessado para dentro dali.
Mas aquele homem, com uma força de vontade quase desumana, conteve o próprio instinto, arrastou-se até um barril de água gelada e ficou ali agachado a noite inteira.
Até o efeito da droga passar... era um homem duríssimo.
O cabelo e o corpo dele estavam encharcados.
Sem expressão, ele puxou a franja encharcada que lhe caía sobre o nariz e a jogou para trás: “Os outros não vão acreditar que um homem e uma mulher, sozinhos e nus, numa mesma casa, não fizeram nada.”
As pupilas de Ning Yuan, antes sem foco, contraíram-se de súbito.
O rosto do homem era tão belo que chegava a ser cortante, e as gotas de