Um ônibus sem motorista, carregando um grupo de pessoas amaldiçoadas, segue em direção a uma sombria Mansão do Medo... Dentro desta mansão, há uma porta tingida de sangue. Aqueles que carregam a maldi
... No meio da névoa densa, um ônibus velho e desgastado avançava lentamente por uma estrada que parecia não ter fim.
Dentro do ônibus, havia sete pessoas: três mulheres e quatro homens. Sentados em seus lugares, contemplavam a neblina através das janelas, cada qual com uma expressão distinta.
Dúvida, perplexidade, medo...
Mas, além disso, todos exibiam o mesmo semblante pálido, como se, durante a jornada, tivessem testemunhado algo terrível.
O ônibus prosseguiu seu trajeto até finalmente deter-se diante de uma antiga e decrépita mansão, só então aquietando-se.
A mansão, envolta pela névoa espessa, apresentava-se enegrecida, misteriosa e inquietante.
A porta do veículo se abriu, como a convidar silenciosamente os passageiros a descerem.
Os sete desceram vagarosamente. Lançaram um último olhar para trás, nos olhos uma centelha de terror inominável.
Pois, na cabine de motorista, onde deveria estar alguém ao volante… o assento estava vazio.
Sim, aquele ônibus não tinha motorista.
Assim que o último passageiro pisou no chão, as portas fecharam-se automaticamente e o ônibus partiu novamente, desaparecendo na profundeza da neblina...
Diante da mansão negra, os sete se entreolharam, divisando nos rostos uns dos outros o mesmo pavor sombrio.
— Vamos... — disse alguém.
— Creio que não temos mais escolha.
Num momento crucial, um homem magro na multidão quebrou o silêncio. Usava óculos de madeira de armação retangular, de tom castanho-escuro, e ostentava no rosto delicado uma calma que o distin