Fruto do Caminho da Morte

Fruto do Caminho da Morte

Autor: O Pastor de Baleias do Mar do Norte
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Dos nove céus pende uma árvore imortal, do túmulo se exuma o osso de um imortal; o Mestre do Caminho sorve com deleite o sangue, o Velho Buda saboreia a carne seca; seis rebanhos e cinco sacrifícios r

Capítulo Um: O Ritual dos Mortos

        Terra Central da China.

        Quinze anos do reinado Jianming, dinastia Yan.

        Monte Bei Mang.

        Esta montanha estende-se por centenas de li, cercada por rios e ladeada por densas árvores, exuberantes como nuvens esmeralda.

        Nas inumeráveis tumbas erguidas em montes de terra com dezenas de metros de altura, jazem sepultados incontáveis reis, nobres, generais e figuras ilustres de todas as dinastias.

        Há ainda os montes de sepulturas anônimas, acumulados ao longo de séculos de guerras e pestes: camadas de ossos brancos empilhados, chamas de fósforo tremeluzindo por toda parte.

        Somam-se a isso as feras selvagens e aves de rapina que rondam as florestas, além dos espíritos e demônios errantes que se ocultam na mata.

        Desde tempos imemoriais, correm histórias temíveis—do “Abismo dos Ossos Brancos” ao sopé da montanha, da “Aldeia dos Mortos” no interior, até o “Penhasco Sem Retorno” no cume.

        Mesmo os mais ousados, de nervos de aço, evitam aventurar-se por essas trilhas sinistras; quanto mais o povo comum, que delas foge como de uma praga.

        Entretanto—

        No sopé do Bei Mang, o vilarejo Dalin, no Vale do Antigo Olmo, é uma exceção que desafia toda regra.

        Ao entardecer, com o sol poente tingindo o céu de sombras turvas, um grandioso e estranho ritual de “sacrifício ao cadáver” chegava ao fim no ancestral salão ancestral da família Wang, situado no coração da aldeia.

        Ao som lancinante da suona, cuja melodia antiga parecia

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