Dos nove céus pende uma árvore imortal, do túmulo se exuma o osso de um imortal; o Mestre do Caminho sorve com deleite o sangue, o Velho Buda saboreia a carne seca; seis rebanhos e cinco sacrifícios r
Terra Central da China.
Quinze anos do reinado Jianming, dinastia Yan.
Monte Bei Mang.
Esta montanha estende-se por centenas de li, cercada por rios e ladeada por densas árvores, exuberantes como nuvens esmeralda.
Nas inumeráveis tumbas erguidas em montes de terra com dezenas de metros de altura, jazem sepultados incontáveis reis, nobres, generais e figuras ilustres de todas as dinastias.
Há ainda os montes de sepulturas anônimas, acumulados ao longo de séculos de guerras e pestes: camadas de ossos brancos empilhados, chamas de fósforo tremeluzindo por toda parte.
Somam-se a isso as feras selvagens e aves de rapina que rondam as florestas, além dos espíritos e demônios errantes que se ocultam na mata.
Desde tempos imemoriais, correm histórias temíveis—do “Abismo dos Ossos Brancos” ao sopé da montanha, da “Aldeia dos Mortos” no interior, até o “Penhasco Sem Retorno” no cume.
Mesmo os mais ousados, de nervos de aço, evitam aventurar-se por essas trilhas sinistras; quanto mais o povo comum, que delas foge como de uma praga.
Entretanto—
No sopé do Bei Mang, o vilarejo Dalin, no Vale do Antigo Olmo, é uma exceção que desafia toda regra.
Ao entardecer, com o sol poente tingindo o céu de sombras turvas, um grandioso e estranho ritual de “sacrifício ao cadáver” chegava ao fim no ancestral salão ancestral da família Wang, situado no coração da aldeia.
Ao som lancinante da suona, cuja melodia antiga parecia