“Uma melodia que dilacera o coração, onde encontrar um verdadeiro amigo nos confins do mundo?” No início, ele atravessou para outra vida e tornou-se um cego, cantando nas ruas para sobreviver. “Fonte
Ano dez do Céu Primordial, a primeira neve do ano. Chegou mais tarde do que de costume. Era uma nevasca pesada, reforçada por um vento cortante. Raramente se via gente nas ruas. Apenas o som suave do erhu ressoava sem cessar.
Um chapéu de palha. Um colete velho e gasto, acompanhado de um pequeno banquinho. Era assim que se formava este grupo musical improvável.
[Erhu do Poço da Lua: Nível 1 (500/10000)]
[Tocar cinco vezes ao dia: Estimula a circulação sanguínea, desbloqueia os meridianos, afasta a umidade e aquece o corpo]
[Hoje ganhou mais oito horas de vida]
...
Só quando o som do sistema ecoou ao seu ouvido, o erhu finalmente silenciou. Guardou o instrumento e puxou o velho boi que estava atrás dele. O animal, habituado, ergueu o banquinho com o chifre. Homem e boi pisaram juntos na neve, caminhando para longe.
Li Ping'an, vinte anos, cruzou para este mundo há dez anos, tornando-se um cego. Os protagonistas de outras histórias são ou medianos e discretos, ou belos como antigos galãs, ou jovens promissores, ou pelo menos filhos ilegítimos com comida garantida. Mas para ele, seus olhos mal distinguem a silhueta de objetos a meio metro de distância. Quase um cego.
Seu único bem era o boi que cresceu com ele desde pequeno. Antes era um bezerro, agora já não tinha nada de amável. Curiosamente, esse boi já fora roubado várias vezes, mas sempre retornava ileso ao lado de Li Ping'an. Talvez fosse um presente dos céus. Fora isso, nada possuía.
No início, apenas um prato na mão, tudo dependia de mendigar ou de conseguir à f